A bengala de Zé Pelintra, seu significado mágico

Bengala de Zé Pelintra
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História do uso da bengala

Como extensão do corpo, o uso da bengala é muito antigo, vem desde que os humanos começaram a andar em pé e andavam longas distâncias. Inicialmente com extensão do corpo para alcançar frutas, se defender de animais, ações involuntárias de agressões, porém, tais acessórios formam se incorporando aos utensílios diários.

Grupamentos de humanos pelo mundo foram observando empiricamente que alguns tipos de cajados eram mais resistentes, outros sempre que agitados, ou tocados em doentes proporcionavam a cura, logo ganharam a preferência entre os anciãos, magos e curandeiros.

Em tempos bíblicos, muitos profetas foram relatados com suas bengalas, tanto como instrumento de magia e feitiçaria, como símbolo de poder e liderança. Devemos entender que não se faz a diferenciação entre cajado e bengala por que tal instrumento não tinha o mesmo significado que temos hoje em dia.

O relato mais famoso do cajado/bengala é o de Moisés na Bíblia, onde o profeta praticava magias com a bengala, ordenava pragas levantando-a e, até a transformou em serpente para convencer o faraó de seu poder mágico.

Moisés e seu cajado mágico
Símbolo de poder e liderança
Mois´´´´´´´´´´´´´´´´´´´seu cajado
Moisés dando ordens e utilizando o cajado como apontamento da direção da ordem.
Moisés transformando bengala em serpente
Magia com a bengala

Bengala, a ferramenta

Os usos mais conhecidos das bengalas apontam para os deficientes visuais, físicos e com problemas de caminhada, como ponto de apoio de idosos ao andar. A conhecida bengala branca, bengala do velhinho, bengala do manco etc.

Na dança

Como um curiosidade, a bengala é uma ótima parceira de dança, permitindo coreografias, movimentos e muita sensualidade, além de demonstrar destreza e capacidade de equilíbrio. O conceito de equilíbrio é por causa do domínio corporal completo, ou seja, não há músculos soltos e sem controle da dançarina.

Dança egípcia com bengala
Fonte: https://cultura.culturamix.com/eventos/shows/danca-do-ventre-possui-destaque-nas-dancas-do-egito

Elegância e defesa pessoal

As bengalas não eram somente um assessório de elegância para homens bem vestidos, em países de forte crise social, regiões portuárias ou cidades grandes com relativa violência, como Londres, Luxemburgo, Paris, Lisboa, Marselha na França.

Numa época em que aramas de fogo eram raras, com preços proibitivos ou, atém a proibição do porte delas, as bengalas ganharam status de arama de defesa, escondendo punhais, espadas e, até mesmo aramas de fogo. A maioria dos homens da burguesia portavam apenas a bengala, porém, treinavam formas de luta e defesa pessoal com bastões para posterior uso da bangala.

Bengala como instrumento de defesa
Bengala como instrumento de luta e defesa
Espada camuflada de bengala
Bengalas escondiam armas letais

Bengala de Zé Pelintra

Diante de todas as observações históricas e da bengala como “ferramenta” multi uso, chega-se à formação da função da bengala do Zé como:

  • instrumento de autoridade
  • ferramenta de magia
  • instrumento de defesa (espiritual)

A autoridade ao portar a bengala, remonta a autoridade espiritual delegada por orbes superiores, e de magia, análoga ao cajado de Moisés entre outros magos da história. Com ela Zé Pelintra firma, limpa, descarrega, castiga (sem bater), se defende como instrumento de descarrego de cargas negativas nocivas aos seus filhos. Observe!

Mais informações sobre a bengala.

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