Ele chorava por uma mulher que não lhe amava

coração partido
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Hoje ouvi um ponto de Zé Pelintra que trouxe alguma reflexão sobre o real significado dos dizeres. Ouçam em prestem atenção ao significado espiritual do ponto. Vamos separá-lo em partes úteis ao entendimento da espiritualidade.

Twitter com o ponto de Zé Pelintra

Há muitas variações do mesmo ponto, porém o sentido de todos eles é o mesmo.

Rua da Amargura

Rua da Amargura
Placa da Rua da Amargura

O termo “Rua da Amargura” ou, “Vale das Amargura” se refere a um estado mental de sofrimento, de extrema dor emocional, de angústia pelo abandono moral. Era um termo muito usado aos homens e mulheres machistas em ameaça de abandono às mulheres que os questionavam ou não seguiam suas ordens.

Geralmente quando se afirmava que uma mulher foi abandonada na “Rua da Amargura“, significada que o homem a jogava para fora de casa, sem condições de sustento, rejeitada pela família, pois tal ato implicava socialmente como uma culpa da mulher. Claro que hoje sabemos bem que não é bem assim.

E nesse estado mental de angústia profunda é que Zé Pelintra encontra essa mulher, um amor da vida dele. Num estado de consciência umbralina.

O Umbral

O Umbral não é um lugar físico, como uma cidade, um bairro ou um região geográfica. É um “estado de consciência” na qual a sensibilidade espiritual expandida molda a forma com que os espíritos enxergam as coisas.

Por sintonia de estado de consciência outros espíritos acabam por se enxergar, interagir e reagir uns aos outros. E isso vale para o humanos encarnados que, por sentimentos semelhantes acabam se associando a tais espíritos. Conhecidos como: encostos.

Umbral imaginário
Exemplo ilustrativo do Umbral

Por que Zé Pelintra chorava por uma mulher que não lhe amava?

Partindo do princípio de que Zé Pelintra é um guia espiritual de Luz, qual a lógica num envolvimento carnal?

Há o imaginário popular de que as histórias contadas nos pontos eram de quando Zé era vivo, blá blá blá. Não sejamos tambangas! Zé Pelintra é uma egrégora na qual tem “muitos” Zés. De todas as origens, etnias, regiões e, histórias diferentes. Talvez seja a malandragem em vida que os qualificou para uma evolução espiritual cuidando dos encarnados, não sabemos qual é o critério. As chances do ponto ser uma verdade é muito remota.

Enfim, como Zé Pelintra ama seus filhos como um pai e, quem é filho de Zé sabe que os conselhos vão desde dicas simples à vida cotidiana, até broncas enfurecidas, “perder” um filho lhe dói muito. É onde Seu Zé reconhece suas falhas, relata sentir muito, transparece sua dor bem profunda.

É nesse sentimento de falha que o termo “chorava por uma mulher” se refere. A mulher não amou Zé. Não no sentido carnal, mas não deu ouvidos aos conselhos, aos avisos e, pode ser atém mesmo às broncas.

Agora Zé Pelintra na Rua da Amargura (no Umbral), chorava (lamentava por sua falha), por uma mulher que não o amava (não valorizava os conselhos do Zé).

Em termos espirituais

Como a mulher não o amava, mesmo no Umbral ele não podia fazer muita coisa a não ser olhar e acompanhar até que toda a angústia associada ao estado de espírito se consumisse, para que ele possa fazer o resgate.

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